O câncer do colo do útero é um grave problema de saúde pública no Brasil e no mundo. Apesar de ser amplamente prevenível, a doença está entre as principais causas de mortalidade em mulheres, especialmente em regiões com maior desigualdade em acesso aos serviços de saúde.
A campanha Janeiro Verde surge como um convite à reflexão e, principalmente, à ação: reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da adoção de tecnologias que ampliam o acesso ao rastreamento, garantindo um melhor desfecho clínico aos pacientes.
HPV: o principal fator de risco para o câncer do colo do útero e seu papel no diagnóstico
A infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV) de alto risco oncogênico para o câncer do colo do útero e seu papel no diagnóstico. Estima-se que cerca de 99% dos casos de câncer do colo do útero estejam associados à infecção pelo HPV de alto risco oncogênico, sendo o HPV 16 o mais frequente, seguido de outros genótipos.1
Historicamente, a implementação do exame citopatológico, popularmente conhecido como exame de Papanicolaou, trouxe avanços significativos para o diagnóstico. No entanto, a evolução do conhecimento científico e das tecnologias de diagnóstico demonstraram que exames complementares utilizando métodos moleculares são fundamentais para aumentar a sensibilidade do rastreio e reduzir falhas diagnósticas.
Nesse cenário, a testagem molecular para HPV com genotipagem estendida assume um papel central no diagnóstico, permitindo:
- Identificação específica dos genótipos de maior risco oncogênico
- Melhor estratificação de risco em desenvolver a doença
- Apoio à tomada de decisão clínica baseada em evidências
Soluções BD: tecnologia aliada ao diagnóstico preciso e eficiente
Na BD, o compromisso com a saúde se reflete no desenvolvimento de plataformas de diagnóstico robustas, que unem precisão analítica, automação e padronização aos processos laboratoriais.
Diagnóstico molecular com alta performance
O Sistema BD Viper™ LT permite a realização de teste molecular automatizado para a detecção do HPV de alto risco oncogênico por meio da genotipagem estendida, com alta sensibilidade e valor preditivo negativo. A automação do processo reduz a variabilidade operacional, minimiza erros manuais e garante resultados consistentes e reprodutíveis, fundamentais para decisões clínicas seguras.
Além disso, fluxos laboratoriais integrados contribuem para:
- Otimização do tempo da equipe
- Redução do tempo para liberação do resultado, definido como “Turnaround time” (TAT)
- Maior confiabilidade dos resultados
Testagem molecular para HPV e citologia reflexa
A combinação da testagem molecular para HPV com genotipagem estendida com a citologia reflexa, conforme o genótipo identificado, representa uma estratégia moderna e alinhada às diretrizes internacionais. Essa nova estratégia de rastreio evita exames desnecessários, direciona melhor os recursos e melhora a jornada do paciente dentro do sistema de saúde.
Autocoleta vaginal: ampliando o acesso ao rastreamento
Um dos grandes desafios no controle do câncer do colo do útero é alcançar populações com barreiras de acesso aos serviços de saúde. Nesse contexto, a autocoleta vaginal tem se mostrado uma solução eficaz e segura para ampliar a adesão ao rastreamento.
Estudos demonstram que a autocoleta:
- Apresenta desempenho clínico comparável à coleta realizada por profissionais de saúde, quando processada por meio da tecnologia de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR)
- Aumenta significativamente a participação de pacientes em programas de rastreamento
- Reduz desigualdades no acesso ao diagnóstico precoce
A BD apoia essa abordagem por meio de soluções que garantem qualidade da amostra, compatibilidade com plataformas moleculares e integração aos processos laboratoriais existentes.
Um compromisso com o presente e futuro
Eliminar o câncer do colo do útero é um objetivo possível. Mas ele exige ações coordenadas baseadas em ciência, tecnologia e políticas de saúde bem estruturadas.
Na BD, acreditamos que prevenção eficaz começa com diagnóstico de qualidade, acesso ampliado e decisões clínicas fundamentadas em resultados confiáveis. Por isso, seguimos investindo em inovação, parcerias e soluções que apoiam profissionais e instituições de saúde em todas as etapas do cuidado.
A diferença que fazemos hoje é a vida que salvamos amanhã.
Referências
- Organização Mundial da Saúde (WHO) – Estratégia global para eliminação do câncer cervical
- Centers for Disease Control and Prevention (CDC) – Recomendações de rastreamento do câncer cervical
- Meta-análise sobre HPV e autocoleta (BMJ) Arbyn M, et al. Detecting cervical precancer and reaching underscreened women by HPV testing on self-samples: updated meta-analyses
- Artigo revisado sobre HPV e câncer cervical Schiffman M, Wentzensen N. From human papillomavirus to cervical cancer



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